INTRODUÇÃO
Noruega, Estados Unidos e Brasil são países capitalistas, mas organizaram suas economias e suas políticas sociais de maneiras diferentes. Compará-los ajuda a compreender que o capitalismo não funciona de uma única forma. As instituições, as escolhas políticas, a estrutura produtiva e a maneira como a riqueza é distribuída influenciam diretamente as condições de vida da população.
A Noruega combina uma economia de mercado com forte atuação do Estado, ampla proteção social e participação pública em setores considerados estratégicos. Os Estados Unidos dão maior centralidade à iniciativa privada e aos mecanismos de mercado, embora o governo tenha papel importante em áreas como pesquisa científica, defesa, infraestrutura e inovação. O Brasil também é uma economia capitalista com presença estatal relevante, mas enfrenta dificuldades históricas para transformar sua riqueza natural e seu mercado interno em desenvolvimento produtivo mais equilibrado e em redução duradoura das desigualdades.
A comparação não deve ser entendida como uma disputa simples para determinar qual país é melhor. Cada sociedade possui uma trajetória histórica própria. O objetivo é identificar como diferentes formas de organizar a economia produzem resultados distintos em termos de renda, proteção social, produtividade e distribuição de oportunidades.
1. A NORUEGA: ECONOMIA DE MERCADO, ESTADO FORTE E PROTEÇÃO SOCIAL
A Noruega é frequentemente associada ao chamado modelo nórdico de desenvolvimento. Esse modelo não corresponde a uma economia socialista em que o Estado controla toda a produção. Trata-se de uma economia capitalista, baseada na propriedade privada, na concorrência e no comércio internacional, mas na qual o Estado arrecada impostos, oferece serviços públicos abrangentes, regula atividades econômicas e participa de setores estratégicos.
A população norueguesa tem acesso a serviços públicos importantes, como educação, saúde e sistemas de proteção social. A tributação é relativamente elevada quando comparada à de muitos outros países, mas financia políticas que reduzem riscos sociais ao longo da vida. O Estado atua, portanto, não apenas como regulador da economia, mas também como provedor de serviços e instrumento de redistribuição de renda.
Um aspecto central da experiência norueguesa é a gestão das receitas provenientes do petróleo e do gás natural. A descoberta e a exploração desses recursos trouxeram uma fonte extraordinária de riqueza ao país. Em vez de direcionar toda essa receita para o consumo imediato, a Noruega desenvolveu mecanismos para poupar e investir parte significativa dos recursos.
O Fundo Global de Pensão do Governo, conhecido pela sigla GPFG, foi criado em 1990. Ele recebe recursos associados à atividade petrolífera e os investe principalmente em ativos financeiros no exterior. Dessa forma, uma parcela da riqueza gerada por recursos naturais finitos é convertida em patrimônio financeiro que pode beneficiar também as gerações futuras.
O fundo é um dos maiores fundos soberanos do mundo. Ao final de 2025, seu valor aproximava-se de 21,3 trilhões de coroas norueguesas. Esse patrimônio não deve ser confundido com dinheiro disponível livremente no orçamento anual. O fundo segue regras de investimento e uma orientação fiscal destinada a evitar que a economia dependa excessivamente das oscilações do preço do petróleo.
A política fiscal norueguesa considera, como referência de longo prazo, um retorno real esperado de aproximadamente 3% ao ano sobre o patrimônio do fundo. Isso não significa que o governo seja obrigado a gastar exatamente 3% em todos os anos. A regra funciona como orientação para o uso responsável da riqueza acumulada, levando em conta as condições econômicas e as necessidades do país.
O Estado também mantém participação acionária em empresas estratégicas. Um exemplo é a Equinor, companhia de energia na qual o governo norueguês possui aproximadamente 67% das ações. A participação estatal permite ao país exercer influência sobre decisões relevantes em um setor fundamental para sua economia.
A experiência norueguesa mostra que a existência de recursos naturais, por si só, não garante desenvolvimento. O resultado depende das instituições, da capacidade de planejamento, da transparência, da qualidade da administração pública e das decisões sobre como utilizar a renda obtida com esses recursos.
Um dos riscos enfrentados por países exportadores de petróleo e outros produtos primários é a chamada doença holandesa. Ela pode ocorrer quando a entrada de grandes receitas provenientes de um setor exportador valoriza a moeda nacional e desloca recursos, investimentos e trabalhadores para esse setor e para atividades não comercializáveis. Com isso, outros segmentos industriais podem perder competitividade. A gestão das receitas petrolíferas e os investimentos no exterior ajudam a Noruega a reduzir alguns desses riscos, embora não eliminem todos os desafios.
A Noruega também precisa enfrentar questões relacionadas à transição energética. Como sua prosperidade recente esteve ligada à exploração de petróleo e gás, o país precisa adaptar sua economia a um mundo que busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O envelhecimento da população e o custo futuro dos sistemas de proteção social são outros desafios importantes.
2. OS ESTADOS UNIDOS: MERCADO, INOVAÇÃO E DESIGUALDADE
Os Estados Unidos representam uma forma de capitalismo em que a iniciativa privada, os mercados financeiros e a concorrência empresarial ocupam posição central. O país possui grandes empresas, mercados de capitais desenvolvidos e universidades e centros de pesquisa que contribuem para a inovação tecnológica.
Entretanto, seria incorreto afirmar que a economia norte-americana funciona sem participação do Estado. O governo federal financia pesquisas, realiza compras públicas, investe em defesa, apoia setores estratégicos e participa da construção de infraestrutura. Diversas tecnologias que posteriormente encontraram aplicações comerciais tiveram origem em pesquisas financiadas ou apoiadas pelo setor público.
A relação entre Estado e mercado nos Estados Unidos é, portanto, mais complexa do que a ideia de um Estado ausente. Em diferentes momentos, políticas públicas contribuíram para o desenvolvimento de setores como a indústria aeroespacial, a informática, a internet e a indústria de defesa. O setor privado costuma desempenhar papel decisivo na comercialização e na expansão dessas inovações.
Uma diferença importante em relação à Noruega está na organização da proteção social. Nos Estados Unidos, o acesso a determinados serviços, especialmente à saúde, depende em maior medida de seguros privados, vínculos de emprego e programas públicos específicos. Isso faz com que a renda e a posição ocupacional tenham grande influência sobre a segurança econômica das famílias.
O país apresenta elevada capacidade de inovação e produtividade em diversos setores, mas também convive com desigualdades significativas. A concentração de renda e patrimônio, as diferenças regionais e o acesso desigual à educação e à saúde mostram que uma economia rica e tecnologicamente avançada não distribui automaticamente seus benefícios de maneira equilibrada.
Assim, a comparação com a Noruega permite perceber que crescimento econômico, inovação e bem-estar social são dimensões relacionadas, mas não idênticas. Uma sociedade pode apresentar empresas altamente competitivas e grande produção de riqueza sem oferecer o mesmo nível de proteção social a todos os seus habitantes.
3. O BRASIL: RIQUEZA NATURAL, DESIGUALDADE E DESAFIOS PRODUTIVOS
O Brasil possui grande disponibilidade de recursos naturais, um mercado consumidor expressivo, uma base industrial diversificada e instituições públicas com capacidade de atuação econômica. O país produz e exporta petróleo, minério de ferro, soja, carnes, celulose e outros produtos importantes. Também possui empresas e centros de pesquisa que atuam em áreas como energia, agricultura, aeronáutica e exploração em águas profundas.
Apesar dessas vantagens, o Brasil enfrenta dificuldades para sustentar um processo de desenvolvimento que combine aumento da produtividade, diversificação produtiva e redução das desigualdades. A exportação de produtos primários pode gerar divisas e receitas públicas, mas não garante, por si só, a criação de empregos qualificados, o domínio tecnológico ou a expansão de atividades industriais de maior valor agregado.
Um conceito importante para compreender esse desafio é o de reprimarização da pauta exportadora. A expressão descreve o aumento da participação relativa de produtos primários ou de baixo processamento nas exportações de um país. Isso não significa que toda atividade baseada em recursos naturais seja negativa. A questão central é saber se esses setores estimulam cadeias produtivas, pesquisa, inovação, fornecedores nacionais e empregos qualificados, ou se permanecem pouco conectados ao restante da economia.
O Brasil também apresenta uma estrutura produtiva heterogênea. Isso significa que setores altamente modernos e produtivos convivem com atividades de baixa produtividade, informalidade e reduzido acesso à tecnologia. Essa diferença aparece entre regiões, empresas, trabalhadores e setores econômicos. O resultado é uma economia em que os ganhos de produtividade não se espalham de maneira uniforme pela sociedade.
Pensadores como Celso Furtado e autores ligados à tradição estruturalista latino-americana, como Aníbal Pinto e Raúl Prebisch, chamaram a atenção para os obstáculos históricos ao desenvolvimento das economias periféricas. Entre esses obstáculos estão a dependência tecnológica, a especialização produtiva, a desigualdade social e a dificuldade de construir uma estrutura econômica capaz de gerar inovação e crescimento sustentado.
O Estado brasileiro possui instrumentos para influenciar a trajetória econômica. A Petrobras, os bancos públicos, as políticas de conteúdo local, os investimentos em infraestrutura, os royalties e os regimes de exploração do petróleo são exemplos de mecanismos que podem ser utilizados para ampliar os efeitos positivos dos recursos naturais sobre a economia. O país também possui o Fundo Social do Pré-Sal, concebido para receber parte das receitas relacionadas à exploração petrolífera e apoiar áreas definidas em lei.
A existência desses instrumentos, porém, não garante resultados. É necessário avaliar como os recursos são administrados, quais objetivos orientam os investimentos, se há transparência e se as políticas contribuem para ampliar a capacidade produtiva nacional. A questão não é simplesmente escolher entre Estado e mercado, mas construir formas eficientes de coordenação entre os dois.
O desafio brasileiro consiste em transformar vantagens naturais e econômicas em desenvolvimento de longo prazo. Isso exige investimento em educação, ciência, tecnologia, infraestrutura, qualificação profissional e diversificação produtiva. Exige também políticas capazes de reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades para a população.
4. COMPARANDO ALGUNS INDICADORES
Os indicadores ajudam a visualizar diferenças entre os países, mas precisam ser interpretados com cuidado. Os valores abaixo são arredondados e correspondem a anos de referência distintos, conforme a disponibilidade das bases estatísticas. Eles não devem ser tratados como uma fotografia perfeitamente simultânea.
Indicador: PIB per capita, em paridade do poder de compra, dólares internacionais constantes de 2021, 2024.
Noruega: aproximadamente US$ 91.105.
Estados Unidos: aproximadamente US$ 75.489.
Brasil: aproximadamente US$ 19.652.
Indicador: Índice de Gini, em escala de 0 a 100, em que valores maiores indicam maior desigualdade.
Noruega: aproximadamente 26,5, em 2023.
Estados Unidos: aproximadamente 41,8, em 2024.
Brasil: aproximadamente 50,3, em 2024.
Indicador: Carga tributária em proporção do PIB, 2024.
Noruega: aproximadamente 40,2%.
Estados Unidos: aproximadamente 25,6%.
Brasil: aproximadamente 33,7%.
O PIB per capita ajustado pela paridade do poder de compra permite comparar, de maneira aproximada, o nível médio de produção ou renda por habitante considerando diferenças no custo de vida entre países. Ele não informa como a renda está distribuída. Por isso, deve ser analisado em conjunto com indicadores de desigualdade e de acesso a serviços.
O Índice de Gini mede a desigualdade na distribuição de renda. Em uma escala de 0 a 100, valores mais baixos indicam uma distribuição mais igualitária. Os dados apresentados sugerem desigualdade menor na Noruega e maior no Brasil, com os Estados Unidos em posição intermediária. Como os anos e as metodologias podem variar, a comparação deve ser entendida como indicativa.
A carga tributária representa a arrecadação de tributos em relação ao tamanho da economia. Uma carga elevada não significa automaticamente que os serviços públicos sejam bons, assim como uma carga menor não significa necessariamente maior eficiência. É importante observar como os tributos são cobrados, quem suporta maior parte do peso tributário e como os recursos são aplicados.
A comparação mostra que a Noruega combina renda média elevada, menor desigualdade e carga tributária relativamente alta. Os Estados Unidos apresentam renda média elevada, mas desigualdade maior e carga tributária menor. O Brasil possui renda média bastante inferior e desigualdade elevada, embora sua carga tributária seja expressiva quando comparada à de outros países de renda média.
5. O QUE O BRASIL PODE APRENDER COM ESSAS EXPERIÊNCIAS?
A experiência norueguesa não pode ser simplesmente copiada pelo Brasil. Os países têm populações, histórias, estruturas econômicas e condições institucionais muito diferentes. Ainda assim, alguns princípios podem inspirar políticas públicas brasileiras.
O primeiro é o planejamento de longo prazo. Recursos naturais são finitos e seus preços variam no mercado internacional. Por isso, receitas extraordinárias não deveriam ser tratadas como dinheiro permanente para financiar despesas correntes. É importante construir mecanismos transparentes de poupança, investimento e estabilização.
O segundo princípio é ampliar o conteúdo tecnológico da produção. Exportar petróleo, minério ou produtos agrícolas pode ser importante, mas o país também precisa desenvolver máquinas, equipamentos, serviços especializados, pesquisa e conhecimento associados a essas atividades. O objetivo é construir cadeias produtivas capazes de gerar mais valor dentro do país.
O terceiro é distribuir de maneira mais ampla os benefícios do crescimento. Educação de qualidade, saúde, saneamento, transporte, habitação e proteção social não são apenas despesas. Também contribuem para ampliar as capacidades da população e criar condições para uma economia mais produtiva.
O quarto é fortalecer a coordenação entre Estado e iniciativa privada. O Estado pode estabelecer objetivos, financiar pesquisa, construir infraestrutura e reduzir incertezas. Empresas podem desenvolver produtos, organizar processos produtivos e ampliar mercados. Para que essa relação funcione, são necessárias instituições confiáveis, regras estáveis, avaliação de resultados e controle social.
Por fim, o desenvolvimento precisa considerar os limites ambientais. A exploração de recursos naturais deve levar em conta os impactos sobre os ecossistemas, as comunidades e as gerações futuras. A transição energética pode representar um desafio, mas também abre oportunidades para novos setores produtivos, tecnologias e empregos.
CONCLUSÃO
Noruega, Estados Unidos e Brasil demonstram que existem diferentes formas de organizar o capitalismo. A Noruega combina mercados competitivos com forte proteção social, planejamento e gestão de parte da riqueza petrolífera por meio de um fundo soberano. Os Estados Unidos destacam-se pela força da iniciativa privada e pela inovação, mas apresentam desigualdades importantes e uma proteção social organizada de maneira diferente. O Brasil possui recursos naturais, mercado interno e instrumentos estatais relevantes, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar essas vantagens em produtividade elevada, diversificação econômica e redução consistente das desigualdades.
A principal lição é que recursos naturais, crescimento econômico e desenvolvimento social não são a mesma coisa. A riqueza de um país depende também de suas instituições, de suas escolhas políticas e de sua capacidade de transformar recursos em conhecimento, oportunidades e bem-estar. O desenvolvimento não resulta automaticamente da abundância de recursos ou da liberdade dos mercados. Ele exige planejamento, capacidade produtiva, políticas públicas consistentes e participação social.
GLOSSÁRIO
Estado de Bem-Estar Social: forma de organização em que o Estado assume responsabilidade relevante pela oferta de serviços e pela proteção da população contra riscos como doença, desemprego, pobreza e velhice.
Capitalismo de Estado: situação em que o Estado participa diretamente de atividades econômicas, controla empresas ou orienta investimentos em setores considerados estratégicos, sem que isso necessariamente elimine a propriedade privada ou os mercados.
Social-democracia: tradição política que procura combinar economia de mercado, democracia representativa, direitos sociais, serviços públicos e políticas de redução das desigualdades.
Fundo soberano: fundo de investimento pertencente a um Estado, geralmente formado por receitas de recursos naturais, reservas internacionais ou excedentes fiscais, com objetivos de poupança, estabilização ou investimento de longo prazo.
Doença holandesa: processo pelo qual a entrada elevada de receitas de um setor exportador, como petróleo ou mineração, pode valorizar a moeda e prejudicar a competitividade de outros setores, especialmente da indústria.
Commodities: produtos básicos, geralmente padronizados e negociados em mercados internacionais, como petróleo, minério de ferro, soja, milho e café.
Reprimarização: aumento da participação de produtos primários ou pouco processados na estrutura produtiva ou nas exportações de um país.
Heterogeneidade estrutural: coexistência de setores e empresas com níveis muito diferentes de produtividade, tecnologia, renda e condições de trabalho dentro da mesma economia.
Economia periférica: conceito utilizado por correntes do pensamento econômico para caracterizar países cuja inserção na economia mundial tende a envolver dependência tecnológica, especialização produtiva e menor poder de decisão sobre determinados fluxos econômicos.
Renda petrolífera: receita obtida com a exploração e comercialização de petróleo, incluindo tributos, royalties, participações governamentais e resultados de empresas estatais ou privadas.
Paridade do Poder de Compra (PPC): método de comparação econômica que considera diferenças no nível de preços entre países, permitindo estimar quanto uma determinada quantia pode comprar em cada economia.
Índice de Gini: indicador estatístico utilizado para medir a desigualdade de renda ou de outra variável. Quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a distribuição; quanto mais próximo de 100, maior é a desigualdade, na escala apresentada neste texto.
Carga tributária: total de tributos arrecadados em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), geralmente expresso em porcentagem.
Desenvolvimento endógeno: processo de desenvolvimento que valoriza capacidades internas de uma região ou país, como conhecimento, instituições, recursos humanos, empresas e inovação, sem ignorar as relações com a economia internacional.
Centro-periferia: abordagem que analisa as relações desiguais entre economias mais industrializadas e tecnologicamente avançadas e economias com maior dependência de produtos primários e tecnologia externa.
REFERÊNCIAS PARA APROFUNDAMENTO
BANCO MUNDIAL. World Development Indicators. Base internacional de indicadores econômicos e sociais. Disponível em: https://databank.worldbank.org/source/world-development-indicators
FUNDO GLOBAL DE PENSÃO DO GOVERNO DA NORUEGA. Informações sobre estratégia, patrimônio e investimentos. Disponível em: https://www.nbim.no/
OCDE. Revenue Statistics. Estatísticas comparáveis sobre arrecadação tributária. Disponível em: https://www.oecd.org/tax/tax-policy/revenue-statistics.htm
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959.
PREBISCH, Raúl. O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus problemas principais. 1949.
CHANG, Ha-Joon. Chutando a escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica. São Paulo: Editora Unesp, 2004.
WALLERSTEIN, Immanuel. The Modern World-System. New York: Academic Press, 1974
OBSERVAÇÃO SOBRE OS DADOS: Os números apresentados são valores aproximados e devem ser conferidos nas bases originais antes de serem utilizados em trabalhos acadêmicos, avaliações ou publicações. Indicadores internacionais podem sofrer revisões e utilizar conceitos, anos de referência e metodologias diferentes. O PIB per capita não representa a renda efetivamente recebida por cada pessoa, e a carga tributária, isoladamente, não mede a qualidade dos serviços públicos.

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